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Dom Williamson: A Loucura do Novus Ordo

Dom Williamson: 

A Loucura do Novus Ordo

(The Recusant – novembro/dezembro 2015 N˚ 31)

Visto que pensávamos que a questão havia sido superada, nas últimas semanas Dom Williamson lançou uma série de emails dos “Eleison Comments” defendendo e elaborando a sua curiosa posição em relação a Missa Nova. (Erros, e na verdade qualquer coisa susceptível de prejudicar ou enfraquecer a fé, deve ser combatida vigorosamente, não importa de qual quarteirão ele emerge)

Portanto, alguns comentários sobre isso são necessários e inevitáveis. Nós lidamos com eles em ordem inversa, o mais recente em primeiro lugar. Todas as principais citações (não atribuidas) são dos “Comentários” Eleison indicados. Fonte: stmarcelinitiative.com/eleison-comments/back-issue/  (NT: A tradução dos Comentários em português foram retirados do website www.beneditinos.org)

  1. ‘Comentários Eleisons’ No.438 (5 de Dezembro, 2015)

“Católicos, sejam generosos! Reconheçam o objetivo de Deus / / Para salvar, fora da “Tradição”, muitas almas. “

Entretanto, estes milagres – assumindo sempre que são autênticos – guardam lições para os católicos da tradição que têm, em parte, recuado em relação ao quadro do Novus Ordo.

Comentário:

É realmente sensato “assumir que eles são autênticos”? (Veja 2. Comentários Eleison 437, p.24) Em segundo lugar, “quadro Novus Ordo” parece significar “a Igreja Conciliar.” Mas Dom Lefebvre disse-nos não apenas para “ficarmos distantes” em certa medida ou outra “, mas para termos partem nullam, não ter parte alguma com isso! Que novas lições os católicos fora da Igreja Conciliar precisam ser ensinados, e por quê? E como é que estas “lições” diferem do que Dom Lefebvre nos ensinou? Aqui está o que ele e a antiga FSSPX tinham a dizer sobre a “medida” em que devemos “ficar distantes do “quadro” da Igreja Conciliar.

Nós fomos suspensos a divinis pela Igreja conciliar e para a Igreja conciliar, a qual nós não desejamos pertencer. A Igreja conciliar é uma igreja cismática porque rompeu com a Igreja Católica que sempre foi. Ela tem seus novos dogmas, seu novo sacerdócio, suas novas instituições, seu novo culto, tudo já condenado pela Igreja em muitos documentos, oficiais e definitivos…. A Igreja que afirma tais erros é imediatamente cismática e herética. Essa Igreja Conciliar, conseqüentemente, não é católica. Isso se estende ao Papa, bispos e fiéis que aderem a essa nova Igreja. Eles próprios se separam da Igreja Católica.” (Reflexões sobre a suspensão a divinis. Mons. Marcel Lefebvre).

“Estaria muito feliz de ser excomungado desta Igreja Conciliar… É uma Igreja da qual eu não reconheço. Eu pertenço a Igreja Católica”. (Minute 30 Julho de 1976)

“Nós jamais quisemos pertencer a esse sistema que chama a si mesmo de Igreja Conciliar e que se identifica com o Novus Ordo Missae, com o ecumenismo indiferentista e com a laicização da sociedade. Sim, nós não temos nada a ver, nullam partem habemus, com o panteão de religiões de Assis. Nós não podemos pedir nada melhor do que ser declarados excomungados…”. (Carta aberta ao Cardeal Gantin)

“Assim, o NOM e a Igreja do Novus Ordo como um todo são perigosos para a fé, e estão certos católicos que se agarraram à Tradição para evitar o perigo. Mas, ao passo que tiveram de manter distância entre si e a Igreja regular, tiveram de expor-se ao perigo oposto, o da isolação que leva ao sectarismo e até mesmo ao espírito farisáico, desconectado da realidade. “

Comentário:

Por que Monsenhor Lefebvre disse que ele estava feliz com algo que é de fato perigoso para nós? Era ele realmente tão ignorante e irresponsável? Por que os superiores da FSSPX, em 1988, escreveram a Roma pedindo algo perigoso? Ou não é essa a conversa sobre o “perigo” de estarmos “isolados” da “Mainstream Church” (nota – não “Igreja Conciliar ‘) exatamente o que temos ouvido nos últimos anos de Pe. Pfluger e de Dom Fellay? Do mesmo modo, o suposto “perigo” de tornar-nos “farisáicos”, “sectários” e “desconectados da realidade” se não formos mais abertos para a Igreja Conciliar? Será que  Dom Williamson teve Fr. Pfluger para escrever isso para ele …?!

“Isso acontece certamente porque desde os anos sessenta uma leva de ovelhas católicas se tornou mundana demais para merecer manter o novo rito da Missa, amou-a o suficiente para não perdê-la completamente.”

Comentário:

Então: as pessoas eram muito mundanas para ter a verdadeira Missa, mas elas tinham alguma virtude redentora, por isso Deus recompensou-as um pouco, deixando que elas tivessem o Novus Ordo? Será que isso não implica que o Novus Ordo é “bom, mas não tão bom quanto a Missa Tradicional”? No entanto, a FSSPX  de sempre costumava dizer que o Novus Ordo é mau. Se o Novus Ordo é mau, certamente os católicos que caducaram (deixaram de frequentar a Missa Nova) e acabaram sem missa alguma estavam em melhor situação? A experiência dos últimos 40 anos não confirmam isto: que os católicos que caducaram quarenta anos atrás ainda soam como católicos quando se fala com eles, enquanto os católicos que foram conservados no não-católico Novus Ordo durante os últimos 40 anos não têm nada neles que as gerações anteriores reconheceria como católica? Duas gerações de padres da FSSPX têm testemunhado como os antigos muitas vezes mais facilmente se convertem de volta à Tradição, enquanto os segundos são praticamente irrecuperáveis e muito mais difíceis de se converterem. Como Deus pode usar a Novus Ordo, um rito que substitui a Fé por outra religião, como uma recompensa para aqueles que “amaram a Missa suficiente” ..?

“O NOM pode ter sido permitido por Deus para tornar mais fácil para os católicos perderem a fé se eles quiserem, mas não impossível mantê-la se isto desejarem.”

Comentário:

Isto parece confirmar as nossas suspeitas sobre a parte citada acima. No ano passado, um padre da FSSPX disse à congregação de Londres que, enquanto a Missa Tradicional dá uma cachoeira de graça, o Nova Missa dá apenas uma corrente de graça. Essa idéia de que a Missa Nova é apenas “não tão boa quanto” a Missa Tradicional parece ser o que Dom Williamson está defendendo, também quando ele diz que isto “torna mais fácil para os católicos perderem a fé … mas não impossível mantê-la.” Isto é muito, muito diferente de dizer que ela realmente destrói e é prejudicial para a Fé de alguém. Não ter Missa, uma Capela, o Santíssimo Sacramento para visitar, um sacerdote para confessar regularmente, ser mal catequizado enquanto criança ou a ignorância da doutrina católica em geral; ter um cônjuge não-católico – todos estes aspectos tornam mais fácil a perda Fé. Para usar uma analogia: não ter comida suficiente ou água, abrigo ou roupas quentes no inverno, faz com que seja mais fácil morrer. Mas se um malfeitor coloca arsênico em seu chá ou liga o gás à noite de modo que você seja envenenado até a morte enquanto dorme, é algo completamente diferente. Um deles é um mero defeito, o outro um mau positivo. Mais uma vez, aqui vai Monsenhor Lefebvre:

“Que ninguém se engane, não se trata de uma contenda entre Dom Lefebvre e o Papa Paulo VI. Trata-se da incompatibilidade radical entre a Igreja Católica e a Igreja Conciliar, a missa de Paulo VI representando o símbolo e o programa da igreja conciliar”

“Bem! É precisamente as insistentes demandas para que mudássemos o nosso rito por aqueles enviados por Roma, que nos faz refletir. E estamos convencidos de que este novo rito da Missa exprime uma nova fé, uma fé que não é nossa, uma fé que não é a fé católica. Esta nova missa é um símbolo, uma expressão, uma imagem de uma nova fé, uma fé modernista “. (Ordenações sermão em Econe, 29 de junho de 1976)“

“Essa Missa não é má de uma forma meramente acidental ou extrínseca. Há algo nela que é verdadeiramente mau. Ela foi feita com base no modelo da Missa de  Cranmer e Taize. Como eu disse em Roma, para aqueles que me entrevistaram: É uma missa envenenada ” (. Abp Lefebvre, 1981, veja: ‘Biografia de Marcel Lefebvre, p.465)

2. ‘Comentários Eleisons’ No.437 (30 de Novembro, 2015)

“Os Milagres Eucarísticos estão onde // 

Deus mostra que Ele mesmo está verdadeiramente lá.”

“Fatos são teimosos – desde que sejam fatos. Se os leitores duvidam que o milagre eucarístico de 1996 em Buenos Aires seja um fato, que façam sua própria pesquisa:”

Comentário:

A limitada pesquisa deste autor, com tempo e recursos limitados, sugerem um par de preocupações. Não menos importante, parece haver vários relatos do que aconteceu, particularmente como / onde / quando a Hóstia foi abandonada, e também que pelo menos dois dos cientistas cujos testemunhos desempenham um papel importante na história são católicos do Novus Ordo

“Mas se suas pesquisas sobre o caso não os convencem, que vejam o caso paralelo de Sokólka, na Polônia, onde todo um centro de peregrinação surgiu ao redor do milagre eucarístico de 2008 [jloughnan.tripod.com/sokolka.htm]. E um pouco mais de pesquisa na internet os levariam, certamente, a descobrir relatos de mais milagres no Novus Ordo, ao menos alguns autênticos.”

Comentário:

Em outras palavras: “Há muitos milagres! Há tantos que pelo menos um deles tem de ser genuíno! “Non sequitur. Se um é falso, eles podem tão facilmente ser todos falsos. É como um homem que cai num golpe após o outro e diz para si mesmo: “Um deles tem que ser genuíno! “Se há falsos Santos e falsos milagres no Novus Ordo, então tudo isso nos diz que não podemos confiar no Novus Ordo para nos dar santos e milagres verdadeiros.

“Isto porque o NOM, como o Vaticano II que o seguiu, é ambíguo, favorece heresias e conduziu para fora da Igreja inumeráveis almas”

Comentário:

A última parte, que a Missa Nova ” conduziu para fora da Igreja inumeráveis almas” está correta. Que o Vaticano II “é ambíguo”, no entanto, é uma mentira perigosa, e subscrito durante anos por muitos do Novus Ordo conservador, e vendido para nós, mais recentemente, por Dom Fellay e os liberais da neo-FSSPX. Há muitas coisas no Vaticano II que não são ambíguas, que têm apenas uma interpretação, e que são inconciliáveis com a Tradição (ensino Dignitatis Humanae sobre a “Liberdade Religiosa” é, talvez, a mais infame).

“Doutrinalmente, o NOM é ambíguo, posto entre a religião de Deus e a religião conciliar do homem. Nesse sentido, em questão de fé, a ambiguidade é mortal, sendo normalmente concebida para enfraquecer a fé, o que o NOM frequentemente faz. Mas, estando a ambiguidade aberta exatamente a duas interpretações, o NOM não exclui absolutamente a antiga religião”.”

Comentário:

“Normalmente” destinada a minar a fé? O quão “freqüentemente” isso se dá?! Nem sempre, então? Em outras palavras, não é intrinsecamente má, só às vezes; considerando que, por vezes, não põe em causa a Fé! Da mesma forma, o Novus Ordo não é meramente “ambíguo”! Como diz Monsenhor Lefebvre: “Há algo nele que é verdadeiramente mau”. Uma vez que  o restante do que Dom Williamson escreve baseia-se na falsa premissa (que o Novus Ordo só é ambíguo), sua conclusão, de que o Novus Ordo “não exclui a antiga religião” é igualmente falsa. Mais uma vez, Monsenhor Lefebvre fala sobre a “incompatibilidade radical” entre a religião antiga e a nova — simbolizada pela Missa Nova. Como pode uma coisa ser radicalmente incompatível com alguma coisa, mas ao mesmo tempo não excluí-la?

Isto não faz que o NOM seja aceito como tal, porque sua ambiguidade intrínseca ainda favorece a nova direção, mas isto realmente significa, por exemplo, que a consagração pode ainda ser válida, algo que Monsenhor Lefebvre nunca negou. Mais ainda, se os milagres eucarísticos são genuínos, claramente nem todas as consagrações de bispos e as ordenações de padres do Novus Ordo são inválidas também.”

Comentário:

Discussão sobre a validade está certamente fora de questão. Um sacerdote que é um satanista em segredo ou maçom, por exemplo, pode confeccionar  o sacramento a fim de realizar uma profanação sacrílega. Que isso seja válido não serve de consolo algum, e não é, certamente,  nenhuma indicação de que um bem pode advir por se assistir referida Missa. Atender uma Missa satânica não iria ajudá-lo a chegar ao céu, mesmo que fosse válida.

“Em resumo, o NOM como tal é ruim como um todo, ruim em partes, mas não ruim em todas as suas partes.” *

Comentário:

Todo o mau é apenas “mau em partes, mas não em todas as suas partes.” Não existe tal coisa como “puro mau”, porque a definição do mau é que isto é a ausência de um bem devido. Uma mesa com apenas três pernas é uma mesa ruim. Uma mesa faltando todas as suas pernas e o seu topo não pode ser assim descrita. Apenas uma parte má faz o todo mau também. Portanto, o que Dom Williamson deveria dizer é simplesmente “O Novus Ordo é mau.” (Por que “ruim”?). Da maneira como está, o que parece ser uma qualificação redentora é, na verdade, não mais que uma ilusão retórica.

“O que especificou o Vaticano II e o NOM foi exatamente a oficialização da heresia modernista dentro da Igreja. Deste modo, não faz sentido que, no que diz respeito à punição do mundanismo moderno, estas ovelhas tenham perdido amplamente o verdadeiro rito da Missa, mas, em relação à recompensa a seu desejo pela Missa, não tenham perdido uma Missa válida? “

Comentário:

Não, não tem. Deus Todo-Poderoso não “recompensa” as pessoas dando-lhes algo mau, algo envenenado, algo radicalmente incompatível com a fé católica. É melhor não assistir a nenhuma Missa do que assistir ao Novus Ordo. Mais uma vez, a idéia de que a Missa Nova não é algo tão bom como a Missa Tradicional, mas ainda melhor do que nada, é estranho, falsa, refutada pela experiência dos últimos quarenta anos. Em todas as suas implicações essa idéia também é muito, muito perigosa para a Fé.

3. ‘Comentários Eleisons’ No.436 (21 de Novembro, 2015)

“God has worked miracles with the N.O. Mass? / / That’s what the evidence suggests. Alas?”

“Quando em junho de 1976, o Arcebispo Lefebvre estava a ponto de ordenar seu primeiro grande grupo de sacerdotes da FSSPX, apesar da desaprovação de Roma. Um oficial romano veio prometer-lhe o fim de todos os problemas com Roma se somente celebrasse um NOM. Baseado em princípios, por razões doutrinais, ele se negou. Então, como Deus Todo-Poderoso pôde ter realizado milagres eucarísticos com e por meio desta Nova Missa? Leiam aqui, na próxima semana, uma resposta sugerida.”

Comentário:

Deve estar claro agora que as idéias de Dom Williamson sobre a Missa Nova estão em radical desacordo com as de Monsenhor Lefebvre e da antiga Sociedade de São Pio X. Monsenhor Lefebvre fez muito bem em recusar-se a celebrar a Missa Nova e preferir a suspensão em 1976. Com a sua pergunta final (” Como pode Deus Todo-Poderoso …?”), Dom Williamson implanta dúvidas na mente de seus leitores, não apenas sobre a ortodoxia do Novo Rito da Missa, mas também sobre o que Monsenhor Lefebvre defendeu. Estaria Monsenhor Lefebvre sendo, talvez, deliberadamente difícil com os Romanos apenas para ser uma pessoa difícil, quando na realidade ele poderia ter escolhido ser mais maleável para não piorar ainda mais as coisas para ele? Será que seria o bastante dizer que ele recusou [a Missa Nova] “em princípio, por razões doutrinais”, e pronto? É verdade, sua recusa foi baseada em princípios, e foi por razões doutrinárias, mas prefiro suspeitar que Monsenhor Lefebvre teria dito que ele não tinha o direito de celebrar a Missa Nova, uma vez que ela é má e envenenada, e que estava a destruir a Fé de milhões de pessoas; que ele não tinha outra opção senão concordar que celebrar a Nova Missa teria sido um pecado.

Quanto à “resposta sugerida”  a sua própria pergunta, apresentada por Dom Williamson nos dois subseqüentes Eleison Comments, já examinamos acima. Em suma, a resposta é que a Missa Tradicional é uma recompensa pela fidelidade e a falta de mundanismo, enquanto a Missa Nova é uma recompensa menor por se “amar a Missa”. Não é tão boa como a Missa Tradicional, mas ainda assim é boa e não exclui a antiga religião. Se você se sentir tentado a deixar a Fé, a Missa Nova seria um obstáculo menor do que a antiga Missa.

Um assunto que nós evitamos tocar é se os milagres do Novus Ordo são realmente genuínos. Bem, são eles? A simples verdade é que eu não sei, pelo menos no sentido científico, mas cada instinto católico em mim diz que não. Três possibilidades podem ocorrer. A primeira é que eles são falsos e fraudulentos. Isso não é impossível. O mundo está cheio de mentiras agora como nunca teve antes. Mentiras através da mídia, da educação, dos bancos e finanças, em todos os lugares. As pessoas estão acostumados à idéia de que um diz mentiras para progredir, as pessoas estão insensíveis a mentira. Sabemos que a Igreja Conciliar não está acima de qualquer suspeita, por vezes, a fim de preparar o seu caminho (se eles não podem ser confiáveis com o Terceiro Segredo de Fátima, porque, de repente, seriam confiáveis a respeito desses “milagres”? )

A segunda possibilidade é que estamos testemunhando algo como os “sinais e prodígios” que a Sagrada Escritura profetizou surgirem no final dos tempos. “Certamente, se esses ‘milagres’ tem o poder de levar muitos católicos tradicionais, incluindo algumas almas da Resistência e de um Bispo (apesar dele não ser “Resistente” como alguns pensam), para amaciar [a posição] em relação ao abominável Novus Ordo, então isso poderia muito bem ser um exemplo de “enganar, se possível, até os eleitos.” Eu apenas sugiro isso como uma possibilidade – posso estar errado, e aguardo a correção de qualquer sacerdote que queria o cuidado de me corrigir.

A terceira possibilidade é que eles são genuínos e são enviados como um aviso de Deus Todo-Poderoso contra o sacrilégio do Novus Ordo da Missa. Houve casos de milagres alertando as pessoas de sacrilégio. Na Bélgica, um par de séculos atrás, alguns judeus roubaram uma Hóstia e a apunhalaram com facadas. Ela sangrou. Eles se converteram. Evidentemente, profanar uma Hóstia perfurando-a com facadas não é algo que Deus quer que façamos e o milagre não se presta a aprovação da ação que o provocou em nenhuma hipótese.

Uma coisa é certa. Que Deus Todo-Poderoso possa estar usando milagres para dar seu selo de aprovação divina para a Missa Nova não é uma possibilidade. O que é preocupante é que Dom Williamson não discute nenhuma das três possibilidades mencionadas acima. Em nenhum lugar nos três distintos “Eleison Comments” ele sequer entretem a idéia de que os “milagres” possam ser falsificações ou prodígios. Ele também não sugere que eles possam ser um aviso contra um sacrilégio. Em vez disso, ele começa com a suposição de que eles são genuínos (o que, em si, é surpreendente quando você pensa sobre isso) e fala sobre “fatos” serem “teimosos”, como se esses casos já houvessem sido comprovados acima de qualquer dúvida. Ele, então, começa a usar dessa suposição infundada para forçar através de um curioso ensinamento sobre a Nova Missa -por sua conta própria- um que é completamente divergente com o de Monsenhor Lefebvre. Todo o fiasco se resume perfeitamente, e se insinua em sugestão por uma palavra, a última na pequena selva no início do primeiro email: “Alas?” (Ai de mim?), o seu ponto de interrogação é carregado de sugestões.

Eu não sou muito professional em rimar tolos pares de versos, mas na tentativa de resumir todo esse mau negócio, deixo aqui minha pobre oferta:

O Bispo acha que a Missa Nova pode ser boa? Isso é ruim o suficiente. O que é pior é porque ele acharia!

* Aqui nós tomamos a liberdade de alterar a tradução oficial “do Português substituindo “mau” para o ruim, pois o “bad” em inglês não significa necessariamente algo “mau”, mais apenas ruim. Em inglês, para que não houvesse duvidas, o palavra correta seria “evil”, o que faz inclusive parte da crítica do autor do artigo.

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Publicado em janeiro 9, 2016 por em Uncategorized.

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